Como a desigualdade de gênero é apoiada pela lacuna de autoridade

Desigualdade de gênero: mulher sendo discriminada

Texto escrito por Clarissa Oliveira, antropóloga e editora na Saraiva Educação

A desigualdade de gênero é uma questão que está em alta. Na prova do ENEM, nas redes sociais, na política e até mesmo dentro dos lares brasileiros, todos estão discutindo a desigualdade de gênero, que afeta pelo menos 52,2% da população brasileira (como veremos abaixo).

É provável que você já conheça muitos aspectos relacionados à desigualdade de gênero, como a disparidade salarial e a violência doméstica. Mas aposto que nunca ouviu falar na lacuna de autoridade.

Meu nome é Clarissa Oliveira, sou editora do selo Benvirá — e também antropóloga, feminista e doula — e, até o ano passado, eu também desconhecia o termo. No entanto, após uma dica da apresentadora Gabriela Prioli, em seu canal do Youtube, fiquei sabendo do livro The Authority Gap, da jornalista Mary Ann Sieghart e fiquei fascinada.

A lacuna da autoridade estava em toda parte — inclusive na minha própria vida. A edição brasileira foi publicada agora e se chama A Lacuna de Autoridade.

Escrevi este texto para apresentar o conceito da lacuna de autoridade e explicar como ele fortalece a desigualdade de gênero (e o que podemos fazer sobre isso!). Vamos conversar um pouco sobre as seguintes questões: 

  • O que é desigualdade de gênero? 
  • De onde surge a desigualdade de gênero?
  • Como é a desigualdade de gênero no Brasil? 
  • Por que a desigualdade de gênero é um problema? 
  • O que é a lacuna de autoridade? 
  • Como a desigualdade de gênero e a lacuna de autoridade estão relacionados? 
  • O que podemos fazer, individual e coletivamente, para se aproximar de uma sociedade com oportunidades iguais?

O que é desigualdade de gênero?

Desigualdade de gênero é o termo usado para reconhecer que homens e mulheres não recebem o mesmo tratamento nem as mesmas oportunidades. Grandes estudos populacionais indicam que em diversas esferas da sociedade — por exemplo, na educação, nos relacionamentos e na vida familiar, na saúde, na carreira, na política e na própria legislação — há diferenças significativas entre os gêneros.  

Para ilustrar, pense nas seguintes questões: 

  • Quem faz o grosso do trabalho doméstico nos lares brasileiros? 
  • Quem ganha mais? 
  • Quem ocupa mais cargos de liderança nas empresas, nas instituições e na política? 
  • Quem sofre pressão para abrir mão de seus planos e projetos em nome do(a) cônjuge e dos filhos? 
  • Quem é levado mais a sério pelos médicos e recebe melhor atendimento em saúde? 

Embora haja muitos dados sobre as disparidades, não é preciso recorrer a eles para perceber que há grandes diferenças entre homens e mulheres na nossa sociedade. Basta pensar na sua própria vida em comparação ao gênero oposto.

As expectativas são diferentes e, desde pequenos, meninos e meninas são socializados de forma diferente, de acordo com as normas culturais predominantes em nossa cultura

De onde surge a desigualdade de gênero?

Não vamos entrar no mérito do motivo por trás dessas diferenças (i.e. se existe ou até que ponto existe um embasamento biológico por trás dessa divisão desigual). No entanto, o que sabemos é que a desigualdade de gênero é muito impactada por particularidades históricas e culturais.  

Por exemplo: mulheres e homens no Brasil no início do século XXI têm possibilidades muito diferentes (e muito mais igualitárias) do que as mulheres e homens que viviam nesse mesmo território há cem anos atrás.

Por outro lado, mulheres e homens islandeses, vivendo hoje, experimentam menos desigualdade de gênero do que mulheres e homens no Afeganistão (nós brasileiros estamos situados entre eles), de acordo com dados do Fórum Econômico Mundial.  

Também sabemos que a desigualdade de gênero é atravessada e impactada por outras desigualdades como raça, classe e geografia (entre outras).

Isso significa que uma mulher preta, pobre e do interior do nordeste será mais impactada pela falta de oportunidades e receberá um tratamento pior (com mais preconceitos e mais precário) do que uma mulher branca, rica e de uma capital no sudeste. No entanto, toda mulher sentirá o impacto do seu gênero em comparação aos homens da mesma raça, classe social, localização geográfica, etc. 

Vale acrescentar também que pessoas não binárias também recebem tratamento e oportunidades diferentes, embora não haja muitos dados sobre isso ainda. Por conta disso, quando se fala de desigualdade de gênero hoje, o foco costuma ser nas diferenças entre mulheres e homens, de maneira geral. 

Para fechar, gosto muito dessa frase do UNFPA (Fundo de População das Nações Unidas), disponível na página de Perguntas Frequentes sobre Igualdade de Gênero:

A igualdade de gênero não significa que homens e mulheres são iguais; apenas que o acesso a oportunidades não depende de seu sexo nem é limitado por ele“. Em outras palavras: ninguém deveria sofrer limitações, restrições ou barreiras socialmente impostas por conta do seu gênero. 

A desigualdade de gênero no Brasil 

Para saber o tamanho do impacto da desigualdade de gênero no Brasil, levantei alguns números e dados que me parecem relevantes — e reveladores. 

  • De acordo com o relatório Global Gender Gap Report 2020 (relatório da lacuna de gênero global, de 2020), o Brasil ocupa o 92o lugar no ranking de igualdade de gênero, com um índice de 0,695 (em que a paridade, ou igualdade, seria chegar a 1,0).
  • Em comparação a outros países latinoamericanos, estamos apenas no 22o lugar, atrás de Nicarágua, Peru e Venezuela.
  • Estamos bem nos quesitos educação e percentual de profissionais técnicos (i.e. alcançamos a paridade, o que significa que há o mesmo percentual de mulheres e homens nesses quesitos). Por outro lado, estamos péssimos no quesito salarial (ocupando o 130o lugar no ranking mundial) e em representação política (104o lugar). 
  • As mulheres recebem, em média, 77,7% do que os homens ganham pela mesma função. A desigualdade é maior em funções e cargos mais altos, com melhor remuneração. Entre diretores e gerentes, as mulheres recebem 61,9% do rendimento dos homens. A discrepância também é alta entre cientistas e acadêmicos (63,6%), segundo dados de 2019 divulgados pelo IBGE

Por que a desigualdade de gênero é um problema? 

Para muitos de nós, é evidente que a desigualdade de gênero é um problema — isto é, algo que precisa ser consertado. Afinal, se mais de 50% da população não tem os mesmos acessos, oportunidades e recursos, isso por si só é injusto e, portanto, errado.  

Lamentavelmente, justiça e bondade são conceitos difíceis de mensurar. Além disso, muitas pessoas precisam de números para “provar” que é preciso agir para diminuir a desigualdade de gênero.

Para essas pessoas, trago dados da OECD (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico): estima-se que o atual nível de disparidade acarrete em uma perda de até US$12 trilhões, ou 16% do PIB mundial. Ou seja, se houvesse maior igualdade de gêneros, a sociedade geraria mais riqueza.  

Para dar alguns exemplos ilustrativos, a desigualdade de gênero significa que: 

  • Mulheres ganham menos que homens, mesmo ocupando o mesmo cargo, com as mesmas responsabilidades e desempenho. Isso pode ser visto nessa matéria recente do G1, que revelou uma pesquisa mostrando que as mulheres brasileiras ganham, em média, 20,5% menos que os homens; 
  • Mulheres enfrentam mais obstáculos quando buscam cuidados médicos, tendo seus sintomas minimizados ou até mesmo desconsiderados (i.e. sofrem de gaslighting médico), como mostra essa matéria na Folha de S. Paulo.  
  • Mulheres executam o dobro de trabalhos domésticos do que homens, e a quantidade de horas que os homens despendem nessas tarefas praticamente não mudou nos últimos vinte anos, como mostra essa matéria de 2020 do jornal O Globo

Vale ressaltar que embora sejam as principais vítimas, as mulheres não são as únicas que perdem com a desigualdade de gênero. Os homens também têm suas experiências limitadas ou pelo menos constrangidas por expectativas de gênero, e pelas ideias preconceituosas do que seria “trabalho” ou “papel” de homem.

Dois exemplos disso são a licença paternidade, limitada a míseros 5 dias para novos pais, e a resistência que profissionais da educação infantil experimentam quando são do gênero masculino. 

Em suma, a desigualdade de gênero significa que mulheres e homens têm suas perspectivas tolhidas, além de  sua saúde física e sua prosperidade (financeira e emocional) diminuídas.

Todos perdem com a desigualdade de gênero: perdem dinheiro, saúde, bem-estar e realização pessoal.

Entenda o que é lacuna de autoridade 

Lacuna de autoridade é o termo que a jornalista britânica Mary Ann Sieghart criou para falar do fenômeno de descrédito e menosprezo das mulheres em diversas esferas tradicionalmente dominada por homens, como política, ciência, negócios, cultura e educação.

Essencialmente, existe um vão entre o respeito e a autoridade conferida a homens e mulheres, com as mulheres levando a pior (claro).  

Essa lacuna se manifesta em pequenas e grandes atitudes, como interrupções e explicações redundantes feitas por homens nas falas de mulheres (o que é chamado de manterrupting e mansplaining, respectivamente) e invisibilidade ou rejeição a figuras femininas em posições de poder. Como a autora demonstra no livro, é algo que atravessa todas as pessoas do gênero feminino, inclusive mulheres trans e crianças do sexo feminino. 

Em última instância, a lacuna de autoridade está por trás de uma realidade que toda mulher já sentiu na pele: mesmo quando são igualmente competentes e capazes (senão melhores que seus pares do sexo masculino), as mulheres são levadas menos a sério do que os homens. 

Como ela escreve na Introdução:

A maioria de nós – homens e mulheres – ainda reluta em se deixar influenciar pela opinião das mulheres. E ainda resistimos à ideia de mulheres exercendo autoridade sobre nós. […] Podemos até achar que somos muito progressistas e inteligentes, mas incontáveis estudos científicos mostram que todos nós – mulheres e homens – temos vieses inconscientes, mesmo contra o nosso próprio gênero” (destaques nossos).

Desigualdade de gênero: ilustração

Exemplos de manifestação da lacuna de autoridade

Separei alguns exemplos e casos que a autora traz no livro: 

  • Até pais e mães acham que os filhos meninos são mais inteligentes. Nos EUA, a probabilidade de um pai pesquisar no Google “Meu filho é superdotado?” é 2,5 vezes maior do que “Minha filha é superdotada?”, apesar de os programas para crianças superdotadas terem 11% mais alunas meninas do que meninos; 
  • Candidatos homens levam vantagem em seleções de emprego. Estudos mostram que pessoas de ambos os gêneros avaliam como melhores currículos com o nome de um homem no topo. Há também mais chances de oferecer um emprego ao candidato do sexo masculino (inclusive com salários mais altos), mesmo quando o currículo é idêntico (só muda o nome — e o gênero presumido). 
  • A experiência de pessoas trans é prova viva de que a lacuna de autoridade existe. Ben Barres, professor neurociência na Universidade Stanford, um homem trans (que fez a transição de mulher para homem e mudou na meia-idade) ficou surpreso com a diferença que isso fez em sua vida profissional. Depois da transição, seu prestígio aumentou e passou a ser aceito em esferas antes inacessíveis. Em um seminário, ele ouviu de um colega que não conhecia sua história: “Ben Barres fez uma palestra espetacular hoje. Mas, também, o trabalho dele é muito melhor do que o da irmã dele”. (A irmã, no caso, era ele antes da transição). 
  • O manterrupting é real. O app Woman Interrupted detecta quando uma voz feminina é interrompida por um homem. De acordo com as estatísticas do aplicativo, isso acontece 1,67 vez por minuto (por minuto!!!) no Reino Unido, 1,43 vez por minuto nos Estados Unidos e impressionantes 8,28 vezes no Paquistão. 
  • O tom de voz das mulheres caiu significativamente nas últimas décadas, sobretudo em países mais igualitários. A voz das mulheres americanas é mais grave que a das japonesas, a das suecas é mais grave que a das americanas e a das holandesas é mais grave do que a das suecas. (Estudos revelam que pessoas com voz mais grave são mais respeitadas) 
  • Homens relutam em ler autoras mulheres; mulheres lêem ambos. Numa análise da Nielsen, para as dez autoras (mulheres) mais vendidas, apenas 19% dos leitores são homens e 81% são mulheres. Já para os dez autores (homens)  mais vendidos, a divisão é muito mais equilibrada: 55% dos leitores são homens e 45% são mulheres. (Será que J.K. Rowling teria tido o mesmo sucesso com a série Harry Potter se tivesse usado o nome Joanne Rowling?) 
  • As mulheres têm quase quatro vezes mais chances do que os homens de serem descritas em termos de seu estado civil. Sieghart relata: “Muitos anos atrás, escrevi um artigo para The Times sobre uma experiência kafkiana que tive na minha cidade: fui processada pela prefeitura por levar o lixo para a rua em uma terça-feira, sendo que o dia da coleta era… terça-feira. O tabloide The Sun ficou sabendo da história e a noticiou. Se eu fosse homem, o repórter sem dúvida teria me descrito como jornalista, ou talvez até como editora-assistente do The Times. Só que ele se contentou em me caracterizar como ‘Mary Ann, mãe de dois filhos‘”. 
  • Mulheres na política enfrentam barreiras maiores. Antipatizamos com líderes mulheres mais do que com líderes homens, e as penalizamos por demonstrarem as mesmas características de liderança que recompensamos neles. “Os homens são dominantes, as mulheres são controladoras. Os homens são poderosos, as mulheres têm sede de poder. Os homens são decisivos, as mulheres são raivosas.” Políticas mulheres, além de serem subestimadas por sua competência, são julgadas por sua atitude, aparência e até estado civil. 
  • Mulheres negras e racializadas são duplamente menosprezadas. Sieghart, falando sobre a intersecção do sexismo e do racismo estrutural, traz o relato de Maggie Aderin-Pocock, uma cientista espacial negra: “Quando eu era mais jovem”, ela conta, “eu cursava o doutorado, e estava almoçando ao lado de um holandês que também fazia doutorado na mesma instituição. Tivemos um bom almoço e, quase no fim da refeição, ele se virou para mim e perguntou: ‘Você é a secretária de quem mesmo?”. Todas as outras pessoas àquela mesa faziam doutorado, mas ele presumiu que eu fosse a secretária de alguém”. Há relatos ainda mais surreais, como a médica negra que foi impedida de ajudar um passageiro porque a comissária não acreditava que ela era médica (mesmo após apresentar o crachá do hospital). 

Isso é apenas uma pequena amostra dos dados, das histórias e da narrativa bem-humorada e fascinante de Mary Ann Sieghart no livro A lacuna de autoridade. Foi bem difícil selecionar apenas esses exemplos, para falar a verdade — e olha nem deu para chegar até o final do livro! 

A relação entre lacuna de autoridade e desigualdade de gênero  

A desigualdade de gênero é algo que podemos ilustrar com dados, valores e estatísticas. A lacuna de autoridade também, embora seja um fenômeno que envolve também psicologia, vieses cognitivos e comportamentos muitas vezes automáticos ou inconscientes.  

A lacuna de autoridade é uma barreira para alcançar a igualdade de gênero. Por ser um fenômeno que afeta a todos — homens e mulheres (e não binários), de todas as idades —, e que opera no nível das crenças, padrões e preconceitos, ele precisa ser abordado e reconhecido se quisermos atingir mais equidade entre homens e mulheres. 

Afinal, como vamos remunerar as mulheres de forma igualitária e justa se, no fundo, achamos os homens mais capazes?

Como vamos eleger políticas mulheres se temos uma rejeição inconsciente a mulheres poderosas e ambiciosas? Como vamos seguir lideranças femininas no trabalho se temos um ideal “masculino” de líder?

Como vamos ler e ouvir mais vozes femininas se acreditamos que os homens têm opiniões e vozes mais relevantes e convincentes? 

Para nos aproximarmos de uma sociedade com menos desigualdade de gênero, é urgente reconhecer que temos vieses e atitudes que operam como barreiras à igualdade. O problema não será corrigido apenas com metas de inclusão e políticas públicas — embora essas sejam importantíssimas para caminharmos em direção a maiores oportunidades para mulheres.

É preciso olhar para dentro de nós e também para os outros com humildade e compaixão; é urgente reconhecer que o problema da desigualdade de gênero é estrutural e estruturante, e precisa contar com soluções micro e macro para alcançarmos mudanças efetivas e sustentáveis.

O que podemos fazer, então, para diminuir a desigualdade de gênero?

É uma questão complexa, que merece ser respondida por especialistas. Mas, para fins deste post, que trata especificamente da questão da lacuna de autoridade, conforme proposta pela jornalista Mary Ann Sieghart, trago 5 sugestões que você pode aplicar em sua própria vida. 

1. Leia, escute e siga vozes femininas

Uma ideia é começar pelo próprio livro, A Lacuna da Autoridade, mas tem muitos outros. É importante que se busque mulheres especialistas em áreas diversas, especialmente naquelas em que elas são minoria, tipo na política, nas ciências, no esporte, nos negócios, na economia etc. 

2. Examine os seus próprios vieses cognitivos, crenças e preconceitos de gênero (sobretudo quando isso encontra intersecção com outros preconceitos)

Faça isso de forma introspectiva, honesta e sem julgamento. Não se trata de medir o quão progressista você é, mas sim de entender que o problema não está fora de nós e nem no outro: somos todas/ todos/ todes parte da estrutura. De novo, um bom ponto de partida é o livro da Mary Ann Sieghart

3. Não interrompa as mulheres e, se você é mulher e for interrompida, simplesmente continue falando

O outro lado dessa moeda é convidar as mulheres para falar. Você pode fazer isso permitindo pausas e espaços, convocando-as, diretamente, para contribuir e chamando a atenção de pessoas que interrompem as falas das mulheres. 

4. Comece dentro de casa

Se você é homem ou mora com um homem, reconheça a desigualdade na distribuição de tarefas domésticas e tome uma atitude para redistribuí-las de maneira mais igualitária. Não aceite desculpas como “mas eu não sei fazer x/ y/ z”. Ninguém nasceu sabendo cozinhar, lavar roupa, organizar as compras de mercado etc. Todos aprendemos.  

5. Espalhe a palavra e dê o próximo passo

Há muitas formas de levar suas atitudes para o próximo nível. Você pode começar um clube do livro com autoras mulheres, assim impactando mais pessoas.

Você pode comprar de mulheres, investir em empresas com lideranças femininas, votar em mulheres com pautas voltadas para a desigualdade de gênero. Se isso parecer demais, comprometa-se a continuar se informando e caminhando em direção a uma sociedade menos igualitária.  

Espero que tenha gostado deste texto sobre desigualdade de gênero. Se quiser, deixe um comentário com outras sugestões e se tiver lido o livro, conte o que achou! Que tal conferir também este artigo sobre os direitos das mulheres?

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