Tudo sobre a carreira de diplomata: confira este guia completo

Se você quer entender mais sobre o que faz um diplomata ou até mesmo como se tornar um, confira nosso guia completo da profissão!
Diplomata: mulher jovem com roupas formais sorrindo

Você tem interesse em seguir a carreira de diplomata? Trata-se de uma profissão muito cobiçada por estudantes de diversas áreas, como Direito, Relações Internacionais e Economia.

Para ingressar nela, os interessados, além de possuírem formação superior em qualquer curso, devem ser aprovados em um exigente concurso público.

Mas, afinal, o que faz um diplomata? Este profissional é responsável por representar seu país diante de nações estrangeiras. Pode trabalhar no Brasil, nos escritórios do Ministério das Relações Exteriores, ou em representações brasileiras no exterior.

Para ter sucesso nessa carreira, é necessário ter interesse nas questões internacionais e em conhecer outras culturas. Também saber vários idiomas, além de ter boas habilidades de negociação. 

Neste artigo, você encontrará um guia completo sobre a carreira de diplomata. Você entenderá quais atividades estes profissionais exercem, o salário e como se tornar um deles. Ao final, listamos 6 leituras indispensáveis neste percurso. Vamos lá?

O que faz um diplomata?

De modo simples, o diplomata é um representante de sua nação de origem diante de outros países. Estes profissionais têm como principais funções a representação, negociação, informação e proteção dos interesses do Brasil perante a comunidade internacional.

Sendo assim, são atividades dos diplomatas:

  • Representação: eles representam seu país no exterior, promovendo os interesses brasileiros e a política externa do governo;
  • Coleta de informações: formulação de análises e relatórios que embasam os rumos da política externa do país;
  • Negociação: os diplomatas participam de reuniões internacionais e, nelas, negociam em nome do Brasil. Também promovem acordos comerciais e de segurança, entre outros tratados internacionais;
  • Resolução de conflitos: promovem mediações para a solução de conflitos entre nações;
  • Assistência consular: fornecimento de assistência e proteção a brasileiros que residem no exterior, incluindo, por exemplo, ajuda em situações de emergência; entre outros.

Em suma, os diplomatas são profissionais que tratam de diversos assuntos. Suas atividades envolvem desde a segurança internacional e questões comerciais, até os direitos humanos, fluxos migratórios e meio ambiente.

Tudo que diz respeito aos laços de amizade e cooperação do Brasil com a comunidade internacional passa pela diplomacia

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Qual é o salário de um diplomata?

No último Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), o salário inicial bruto para a classe inicial da carreira de diplomata (terceiro-secretário) foi de R$ 20.926,98.

Onde um diplomata trabalha?

O diplomata pode trabalhar em uma representação no exterior ou no Brasil, em um dos escritórios de representação regional do Itamaraty — Ministério das Relações Exteriores.

De acordo com este Ministério, os postos no exterior são organizados conforme as relações do Brasil com o país que receberá o diplomata. Lá, ele pode ter diversas funções, como, por exemplo:

  • Monitorar a conjuntura socioeconômica daquela nação, a fim de auxiliar em decisões estratégicas de política externa;
  • Promover os interesses comerciais brasileiros;
  • Fornecer assistência e proteção aos cidadãos brasileiros, dentro dos consulados;
  • Divulgar a cultura e os valores do Brasil naquele país, trabalhando em conjunto com a mídia local;
  • Gerenciar os postos no exterior.

Já no Brasil, trabalhando nos escritórios do Itamaraty, o diplomata tem como atividades:

  • Acompanhar os acontecimentos políticos e econômicos de uma região específica, mantendo contato com as missões brasileiras;
  • Monitorar a evolução e negociação de temas da agenda internacional;
  • Apoiar as representações consulares;
  • Trabalhar na administração do Ministério das Relações Exteriores e na gestão de postos no exterior.

Como se tornar um diplomata?

Para se tornar um diplomata, o interessado deve ser aprovado em um concurso público. O certame para esta carreira é o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata, conhecido pela sigla CACD, e é organizado pelo Instituto Rio Branco.

Para a investidura no cargo, é requisito que o candidato tenha ensino superior completo, em uma instituição reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC). Não há exigência de formação superior em uma área específica. 

Segundo o Itamaraty, a análise estatística de concursos recentes revela uma maior concentração de candidatos aprovados com diplomas na área de ciências humanas

Ou seja, cursos como Direito, Relações Internacionais, Administração, Ciência Política, Letras, Comunicação Social, História e Geografia. Entretanto, existem diplomatas com as mais variadas formações acadêmicas. 

Como é a prova para ser diplomata?

O CACD é composto por três fases. São elas:

  • Primeira fase: prova objetiva, constituída de questões do tipo “certo” ou “errado”, de Língua Portuguesa, Língua Inglesa, História do Brasil, História mundial, Política internacional, Geografia, Economia e Direito, de caráter eliminatório, e que habilita os candidatos a se submeterem à fase seguinte;
  • Segunda fase: provas escritas de Língua Portuguesa e Língua Inglesa, de caráter eliminatório e classificatório;
  • Terceira fase: provas escritas de História do Brasil, Geografia, Política internacional, Economia, Direito, Língua espanhola e Língua francesa, de caráter eliminatório e classificatório.

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6 livros para quem quer se tornar um diplomata!

Tem interesse em seguir a carreira de diplomata? Se sim, saiba que os livros são aliados indispensáveis para te ajudar a chegar lá.

Na lista abaixo, separamos 6 leituras essenciais para quem quer ser um diplomata. Confira-as:

  1. Curso de Direito Constitucional Contemporâneo – 12ª Edição, de Luís Roberto Barroso;
  2. Curso de Direito Internacional Público – 16ª Edição, de Sidney Guerra;
  3. Breves Narrativas Diplomáticas, de Celso Amorim;
  4. Redescobrindo a Independência, de Hélio Franchini Neto;
  5. Laços de Confiança – O Brasil na América do Sul, de Celso Amorim;
  6. Laços de Confiança ll: O Brasil e a Outra América Latina, de Celso Amorim.

Saiba mais sobre cada título:

1. Curso de Direito Constitucional Contemporâneo – 12ª Edição, de Luís Roberto Barroso

“Curso de Direito Constitucional Contemporâneo”, de Luís Roberto Barroso, ministro do Supremo Tribunal Federal, é uma introdução abrangente à teoria da Constituição e ao Direito Constitucional, conduzida por um autor reconhecido nacional e internacionalmente.

A visão humanista do doutrinador e a perspectiva prática do ministro dão a esta obra um toque de originalidade e fascínio que a torna atraente, a um só tempo, para jovens iniciantes e para professores experientes.

2. Curso de Direito Internacional Público – 16ª Edição, de Sidney Guerra

Acolhido pelo grande público, o livro “Curso de Direito Internacional Público” chega à sua 16ª edição totalmente revisto e atualizado.Entre os temas tratados ao longo dos capítulos, estão:

  • o conceito e os antecedentes da sociedade internacional; 
  • o Estado como sujeito de Direito Internacional; 
  • Organizações Internacionais; 
  • o indivíduo no Direito Internacional; 
  • Controvérsias Internacionais; e 
  • assuntos da atualidade, como a globalização, a proteção internacional da pessoa humana e os direitos humanos no plano regional.

3. Breves Narrativas Diplomáticas, de Celso Amorim

Ao longo dos 12 anos em que foi embaixador do Brasil e ministro das Relações Exteriores do governo Lula, Celso Amorim colecionou histórias que foi anotando no que lhe caía à mão. 

Se não estava com seu caderninho, aproveitava o verso dos menus de jantares para os quais era convidado, envelopes de correspondência, blocos de recado do hotel. Nada o privava de registrar uma impressão ou opinião no calor da hora. 

A seleção que compõe “Breves Narrativas Diplomáticas” oferece uma visão privilegiada e por vezes íntima das discussões que marcaram a atuação internacional do Brasil no governo Lula e foram fundamentais para alçar o país a uma posição de destaque no cenário mundial.

4. Redescobrindo a Independência, de Hélio Franchini Neto

Será que a independência do Brasil foi mesmo um divórcio pacífico? Existia, na época, um povo brasileiro e um projeto de nação? Como foi possível unificar e manter um território tão vasto? Se você não sabe as respostas, é hora de redescobrir a história da independência do Brasil. 

Fruto de uma extensa pesquisa feita pelo diplomata e historiador Hélio Franchini Neto, este livro narra em detalhes os conflitos políticos, as operações militares e as batalhas sangrentas que marcaram o início da nossa trajetória enquanto nação. 

Mesmo com 200 anos de atraso, nunca é tarde para quebrar mitos, desvendar fatos e conhecer melhor o passado do nosso país.

5. Laços de Confiança – O Brasil na América do Sul, de Celso Amorim

Em seu quarto livro publicado pela Benvirá, Celso Amorim relata suas experiências como chanceler no trato das relações do Brasil com seus vizinhos da América do Sul. 

O autor utilizou, como eixo da narrativa, anotações feitas à época dos acontecimentos, complementando-as com referências a documentos oficiais e informações de outras fontes. 

“Laços de Confiança – O Brasil na América do Sul” constitui testemunho único de um importante personagem da dinâmica política sul-americana da primeira década do milênio.

 Afinal, reconstituir laços de confiança é um dos principais desafios de uma política externa que defenda os interesses nacionais sem abandonar a solidariedade e o respeito por nossos vizinhos.

6. Laços de Confiança ll: O Brasil e a Outra América Latina, de Celso Amorim

Nesta obra, Celso Amorim nos apresenta a segunda parte de suas experiências como chanceler no trato das relações do Brasil com seus vizinhos latino-americanos. 

Enquanto o volume anterior abrange suas experiências como chanceler no trato das relações do Brasil com seus vizinhos da América do Sul, neste volume, entre outros assuntos, Amorim abre seus registros de conversas com personagens como Raúl Castro. 

Também fala de eventos importantes, como a eleição de René Préval no Haiti, a Minustah, a crise em Honduras, entre tantos outros fatos que marcaram as relações do Brasil com os países da América Central e do Caribe na primeira década do milênio.

Esperamos que você tenha gostado deste guia sobre a carreira de diplomata. Continue no nosso blog, e veja este post com os 5 melhores livros de Direito Constitucional!

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