Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, o Brasil é o país com maior proporção de pessoas ansiosas no mundo, correspondendo a 9,3% da população global. Além disso, é o segundo das Américas com maior prevalência de depressão.
Ainda que os números sejam alarmantes e crescentes de depressão e ansiedade, apenas 5,1% dos brasileiros fazem tratamento com psicoterapia, uma indicação geralmente adotada como terapia primária para lidar com questões de saúde mental.
Esse contraste entre a alta incidência de transtornos e a baixa adesão ao tratamento ajuda a explicar por que a discussão sobre saúde mental ganhou espaço nos meios de comunicação nos últimos anos. Dos periódicos mais tradicionais às mídias sociais, o tema passou a ser amplamente debatido, sobretudo após a eclosão da pandemia de covid-19, reforçando a importância do processo de terapia.
O debate sobre saúde mental se torna ainda mais importante quando se observa que a depressão é a principal causa de incapacidade em todo o mundo, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde. Estima-se que mais de 300 milhões de pessoas sejam acometidas por este transtorno.
A depressão é um estado associado a sentimentos de incapacidade, irritabilidade, pessimismo, isolamento, baixa autoestima, tristeza e, até mesmo, déficit cognitivo.
O fato é que o processo de terapia — que, assim como qualquer outro tipo de tratamento, deve seguir recomendações médicas — é bastante empregado para ajudar os pacientes a atravessarem transtornos ligados à saúde mental.
Neste artigo, trataremos sobre o que é terapia, quais os seus benefícios e como procurar este tipo de suporte. Continue a leitura e confira!
O que é terapia e para que serve?
A terapia consiste no tratamento de questões emocionais, comportamentais ou psicológicas. Ou seja, trata-se de um processo para se trabalhar questões como ansiedade, depressão, estresse, luto e uma série de outros transtornos que podem acometer as pessoas em determinados momentos da vida.
O objetivo do processo terapêutico é mitigar sofrimentos e ajudar os pacientes a lidarem de forma menos dolorosa, e mais saudável, com os eventos que os engatilham. Sendo assim, existem diferentes abordagens voltadas ao alívio das dores emocionais, de acordo com as necessidades apresentadas pelos pacientes.
Inclusive, é bastante comum que uma pessoa não responda bem a uma vertente, mas tenha resultados promissores com outras. Até porque essas diferentes abordagens refletem, inclusive, a complexidade do comportamento humano.
Além do foco em tratar transtornos relacionados à saúde mental, a terapia também é buscada por pessoas que não estão passando por situações de conflito, mas desejam trabalhar o autoconhecimento e descobrir mais sobre as suas potencialidades. Ou seja, serve também à procura por propósito.
Há ainda pacientes que são orientados por profissionais de saúde a fazerem terapia como apoio ao tratamento de doenças psicossomáticas. Isto é, condições provocadas por alterações emocionais e que causam sintomas físicos. Gastrite, enxaqueca, alergias e infertilidade podem ser alguns exemplos neste caso.
Leia também: Como alcançar e promover a boa saúde mental no trabalho?
Qual a diferença entre psicólogo e psiquiatra?
Embora existam algumas semelhanças entre o psicólogo e o psiquiatra, a abordagem, a técnica e outras questões se diferenciam, a começar pela formação do profissional.
O psicólogo é um profissional que possui graduação em Psicologia. Assim, atentando-se aos processos mentais, emocionais e comportamentais de seus pacientes. Desta forma, está apto a diagnosticar, prevenir e tratar transtornos mentais por meio da psicoterapia.
Cada psicólogo pode escolher uma metodologia de trabalho, porém independente da linha teórica adotada, a psicoterapia — que conheceremos a seguir —, a psicoterapia se estrutura como um espaço de escuta e diálogo, no qual o paciente pode expressar sentimentos, pensamentos e vivências relacionadas ao seu cotidiano e à sua história de vida.
Já o psiquiatra, por sua vez, é graduado em Medicina e possui residência médica ou pós-graduação em Psiquiatria. Em razão de sua formação médica, o psiquiatra atua para além dos aspectos comportamentais e emocionais, avaliando o paciente também sob a perspectiva fisiológica, a fim de identificar alterações nos padrões neurobiológicos do cérebro e propor tratamentos que contribuam para o restabelecimento do equilíbrio dinâmico cerebral.
Assim como o psicólogo, psiquiatra também possui um processo de escuta nas sessões, pois também recebe treinamento para exercer a psicoterapia. Por isso, pode-se afirmar que ambos profissionais trabalham com saúde mental. Porém, a diferença está no método de investigação e na proposta de tratamento.
É comum que o psiquiatra solicite exames antes de definir um diagnóstico, já que alguns sintomas podem estar associados a alterações hormonais ou deficiências vitamínicas. Além disso, uma diferença central entre os profissionais é que o psiquiatra está habilitado a prescrever medicamentos, podendo incluir a intervenção farmacológica no tratamento quando necessário.
Agora, vamos falar das abordagens que podem ser abordadas pelos psicólogos.
Quais são os tipos de terapia?
As terapias não são fórmulas prontas. Cada personalidade pode se adaptar melhor a um ou outro tipo de tratamento. É justamente por isso que os psicólogos podem se especializar em diferentes abordagens.
Conheça as principais a seguir!
- Psicanálise;
- Jungiana;
- Lacaniana;
- Cognitivo-comportamental;
- Psicodrama;
- Terapia familiar ou de casal;
- EMDR;
- Gestalt-terapia;
- Cognitivo-construtivista.
1. Psicanálise
Criada pelo neurologista e psiquiatra austríaco Sigmund Freud (1856 – 1939), a psicanálise é indicada para pessoas com problemas crônicos de personalidade ou, ainda, para aqueles que buscam por um processo profundo de autoconhecimento.
Nas sessões, o terapeuta propõe ao paciente conexões entre o que é dito e as questões que levaram a pessoa ao consultório. A ideia é que o paciente — que tem liberdade para falar o que quiser — tenha os seus próprios insights. Ou seja, reconheça as suas questões mais problemáticas e como agir diante delas.
2. Jungiana
Carl Gustav Jung (1875 – 1961) foi um psiquiatra e psicoterapeuta suíço, fundador da psicologia analítica. Esta abordagem prega que o sonho é uma ponte que liga o consciente ao inconsciente. Diante disso, é a partir dos sonhos que o analista ajuda o paciente a encontrar as respostas para o que o incomoda.
Ademais, o analisado não pode falar livremente, mas deve manter a conversa sempre em torno das questões que o levaram a procurar por respostas. Além dos sonhos, podem ser utilizados desenhos e caixa de areia, com miniaturas, para a criação de cenários.
3. Lacaniana
Jacques-Marie Émile Lacan (1901 – 1981) foi um psicanalista francês que idealizou a Psicologia Clássica. Esta abordagem consiste em sessões de longa duração, sem pauta prévia.
O terapeuta busca, durante o diálogo com o paciente, por piadas, atos falhos, assim como pela interpretação dos sonhos, para acessar o inconsciente, que guardaria a compreensão dos problemas.
A terapia lacaniana não é indicada para pessoas que buscam apoio em situações de urgência. Dado que, ela costuma acessar as camadas mais profundas do indivíduo em busca do autoconhecimento e pode durar anos.
4. Cognitivo-comportamental
Trata-se de uma abordagem que avalia o comportamento, em vez de o inconsciente. A ideia é modificar a crença distorcida das coisas a partir de treino e pensamentos funcionais. Ou seja, reforços positivos.
Para tanto, o analista avalia o problema e atua sobre os pensamentos disfuncionais. Deste modo, o paciente aprende a reagir aos estímulos que recebe do meio à sua volta. Este tipo de terapia funciona bem para pessoas que têm ansiedade, pânico, fobia social, depressão, dependência química e problemas de aprendizagem.
5. Psicodrama
A partir da encenação, o paciente é levado a refletir sobre a sua história e trabalhar os seus problemas e angústias sob um novo ponto de vista. As emoções devem ser externadas, para que sejam facilmente identificadas.
6. Terapia familiar ou de casal
Neste caso, trata-se de uma abordagem que analisa o paciente a partir de um sistema, como o meio em que vive, a família ou as relações que cultiva. Pode ser feita individualmente, em casal ou em família.
É indicada quando há risco de ruptura familiar, doenças físicas ou mentais graves em algum membro da família ou, ainda, dificuldades sexuais ou de comunicação entre casais.
7. EMDR
A Terapia corresponde a Dessensibilização e Reprocessamento através do Movimento dos Olhos (EMDR, na sigla em inglês). Este tipo de abordagem faz o paciente simular o movimento dos olhos durante o sono REM (Rapid Eyes Movement, em inglês).
O objetivo é que o cérebro consiga reconstruir o caminho das memórias ruins de eventos traumáticos, de modo que possa processá-los e superá-los.
Tal abordagem é indicada para vítimas de acidentes, violência sexual e outros tipos de traumas. Também pode beneficiar pessoas com problemas crônicos, fobias e depressão.
8. Gestalt-terapia
Neste caso, os pacientes são analisados em relação ao meio em que vivem (incluindo a sua relação com amigos, família e trabalho). O terapeuta, enquanto ouve o paciente, atenta-se a aspectos como postura, tom de voz e expressões faciais.
Trata-se de uma terapia focada no presente. A gestalt-terapia acredita que a sensação de tédio e estagnação, por exemplo, é reflexo de uma relação pouco saudável com o ambiente ao nosso redor.
Leia também o nosso guia sobre desenvolvimento pessoal
9. Cognitivo-construtivista
Além de avaliar o que pensa e faz o paciente, a terapia cognitivo-construtivista analisa o papel do sistema nervoso central em problemas que são aparentemente apenas de cunho psicológico.
É indicada para pessoas que apresentam lesões e outros danos cerebrais, como processos degenerativos. Também pode ser útil para vestibulandos e concurseiros, que desejem dar uma “otimizada” no cérebro e na memória.
Como funciona a primeira sessão de terapia?
A primeira sessão de terapia com um psicólogo é um momento de conhecimento mútuo. Diferentemente das consultas médicas tradicionais, que muitas vezes se concentram em exames físicos ou na prescrição imediata de medicamentos, as consultas psicológicas têm como principal objetivo a construção do vínculo e a compreensão da história do paciente.
Geralmente, este primeiro atendimento é chamado de triagem ou entrevista inicial, com duração de 50 a 60 minutos. Nessa conversa, o psicólogo não tem como objetivo resolver todos os problemas do paciente, mas sim entender o que o levou a procurar ajuda.
A primeira consulta pode ser dividida em quatro momentos básicos:
1. Acolhimento
No início da sessão, seja on-line ou presencial, o psicólogo se apresenta, explica brevemente como funciona o acompanhamento e busca criar um ambiente acolhedor e seguro.
2. A anamnese (coleta de informações)
Em forma de conversa, o profissional faz perguntas para conhecer contexto de vida, rotina, histórico de saúde e aspectos importantes do paciente.
3. O motivo da busca
Neste momento, o paciente pode falar livremente sobre o que o levou a buscar a terapia, como sentimentos, dificuldades, situações recentes ou o desejo de autoconhecimento.
4. O contrato terapêutico
Por fim, são definidos os acordos de acompanhamento, como frequência das sessões, valores, regras de remarcação e o sigilo profissional.
Em resumo, a primeira sessão de terapia não exige preparo prévio nem respostas prontas. É um espaço inicial de escuta, acolhimento e, até mesmo, alinhamento de expectativas, que permite ao paciente conhecer o profissional e compreender como a terapia pode auxiliá-lo naquele momento de vida.
A partir deste momento, o acompanhamento terapêutico passa a oferecer ferramentas para lidar com emoções, compreender padrões de comportamento e enfrentar desafios do dia a dia. No próximo tópico, vamos apresentar os principais benefícios da psicoterapia e de que forma esse processo pode impactar positivamente a saúde mental.
6 benefícios de fazer terapia
O agitado estilo de vida que levamos faz com que adotemos hábitos pouco saudáveis em nossa rotina, além de favorecer o surgimento de quadros como ansiedade e depressão. Neste sentido, a terapia pode ser uma grande aliada para o combate a estas doenças e ao apoio de uma melhor administração dos sentimentos.
Contudo, ela não é útil apenas para pessoas que convivem com algum tipo de aflição. Também pode ajudar aqueles que buscam pelo autoconhecimento ou que desejam desenvolver novas habilidades e aptidões.
Confira, a seguir, os principais benefícios do processo de terapia!
- Promove o autoconhecimento;
- Ajuda a aliviar tensões advindas de conflitos;
- Melhora os relacionamentos;
- Combate problemas como ansiedade e depressão;
- Ajuda a administrar melhor os sentimentos;
- Apoia no desenvolvimento de habilidades e aptidões.
1. Promove o autoconhecimento
Em nosso processo de crescimento, ouvimos uma série de elogios e críticas sobre a nossa personalidade e quem somos.
Deste modo, não raro, internalizamos e incorporamos a visão dos outros sobre nós mesmos, de forma a acreditarmos que somos a pessoa que nossos amigos, familiares e, até mesmo, colegas de trabalho enxergam.
É aí que entra a importância da busca pelo autoconhecimento, que nos ajuda a encontrar a nossa essência, a partir de diversos questionamentos e reflexões.
Quanto mais conhecermos as nossas qualidades, defeitos, opiniões e desejos, mais leve e tranquila a nossa vida será. Assim, conseguimos tomar decisões mais conscientes e trabalhar para mudar aspectos negativos que nos incomodam.
O autoconhecimento, que pode ser trabalhado a partir da terapia, ajuda as pessoas a tratarem a si mesmas com mais amor e compreensão. Ao encontrar respostas para determinadas questões, às vezes, nos damos conta de que problemas que antes pareciam de grande importância se tornam menos intensos.
2. Ajuda a aliviar tensões advindas de conflitos
Uma série de situações pode desencadear picos de ansiedade e levar também à depressão, como demissão, divvórcio, crises financeiras, trabalho em excesso, entre outras. A terapia ajuda o indivíduo a lidar melhor com as emoções negativas que são frutos de tais cenários, de modo a encontrar novamente a esperança.
O analista é capaz de apoiar o paciente na busca de um caminho que o impeça de desistir diante de situações de dificuldade e sofrimento. Ou seja, ser resiliente. Muitas vezes, não sabemos o quão forte somos, e a terapia pode ajudar na descoberta desta força e na valorização de nós mesmos.
3. Melhora os relacionamentos
As relações humanas são bastante complexas e fonte de ansiedade para muitas pessoas. Seja em casa, no convívio familiar ou no trabalho, nos deparamos com relações conflituosas e que nos deixam angustiados.
Desde a primeira infância, estamos nos relacionando com outras pessoas, a partir de interações que podem ser muito difíceis.
Contudo, a boa notícia é que o acompanhamento terapêutico ajuda a desenvolver habilidades sociais capazes de melhorar a qualidade de nossos relacionamentos interpessoais. Assim, é possível aprender táticas para não se deixar afetar negativamente pelo comportamento de outras pessoas.
4. Combate problemas como ansiedade e depressão
A tecnologia, a alta carga de trabalho, o sedentarismo e outros fatores típicos da vida contemporânea favorecem o surgimento de males como a ansiedade e a depressão. No entanto, a terapia é capaz de trabalhar as causas emocionais que desencadeiam estes transtornos.
Ao longo das sessões, o paciente é incentivado a refletir sobre as raízes de suas angústias e tensões, exercitando a busca pelo autoconhecimento, de que falamos anteriormente.
Há tratamentos que combinam psicoterapia e psiquiatria, de acordo com a necessidade de cada paciente. Por isso, independentemente do problema de saúde que se deseja tratar, é fundamental buscar a orientação médica adequada para um acompanhamento e tratamento que sejam, de fato, eficazes.
5. Ajuda a administrar melhor os sentimentos
Não saber como administrar os sentimentos é um dos grandes motivadores de desequilíbrios relacionados à saúde mental. O ser humano é instável e, em um curto espaço de tempo, pode apresentar mudanças de humor ou emoções desproporcionais a uma determinada situação ou ambiente.
Acumular tudo isso não é saudável. Precisamos identificar sentimentos e impulsos indesejados para melhor administrá-los. Neste sentido, a terapia, a partir da atuação de um profissional bem preparado, pode ajudar a mapear o que sentimos e como lidar com esta profusão de ímpetos e sensações.
6. Auxilia no desenvolvimento de habilidades e aptidões
Sessões de terapia podem nos ajudar a nos livrar de determinadas amarras capazes de frear o nosso desenvolvimento pessoal.
Por exemplo, pessoas extremamente tímidas podem encontrar formas de serem mais desenvoltas, enquanto as mais expansivas podem conseguir ser um pouco mais comedidas em determinados momentos.
A terapia ajuda a aprimorar ou desenvolver aptidões diversas, sejam de cunho emocional ou intelectual. A partir dela, é possível exercitar habilidades como: capacidade de ouvir, responsabilidade, flexibilidade, colaboração, comunicação eficaz, criatividade, organização e liderança.
Muitas vezes, o que está nos impedindo de desenvolvê-las é uma questão não resolvida, cujo efeito sobre nós mesmos não havia sido identificado ainda.
Quanto custa uma sessão de terapia?
A resposta para essa pergunta é: depende. Pois os valores das consultas particulares podem variar dependendo da especialização do psicólogo, tipo de terapia e estrutura do consultório. Em geral, os preços variam entre R$ 100 e R$ 500 por sessão, com variações regionais e de acordo com a experiência do profissional.
Em cidades maiores, como São Paulo, por exemplo, os valores tendem a ser mais elevados, em razão dos custos operacionais e da maior demanda.
Além disso, o tipo de abordagem do psicólogo também influencia no custo da sessão. As terapias especializadas, em sua grande maioria, têm o valor mais elevado, devido à formação adicional exigida dos profissionais. Ao contrário das terapias com foco em sessões mais curtas, que podem oferecer valores mais acessíveis.
Outra possibilidade de pagamento é a contratação de pacotes de sessões. Nessa modalidade, muitos psicólogos oferecem valores diferenciados para quem opta por um número maior de atendimentos, o que favorece a continuidade do acompanhamento e pode reduzir o custo por sessão. Essa alternativa costuma ser especialmente vantajosa para pacientes que necessitam de um tratamento de médio ou longo prazo.
Posso fazer terapia gratuitamente?
Se você não tem recursos financeiros para investir em sessões de psicoterapia, saiba que existem alternativas gratuitas ou de baixo custo disponíveis no Brasil. Pensando nisso, reunimos algumas opções de espaços públicos que oferecem atendimento psicológico e cuidado em saúde mental. Confira:
1. Postos de saúde (UBS)
Uma das principais formas de acessar terapia gratuita é por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Para isso, basta procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da sua residência e solicitar um encaminhamento para atendimento com psicólogo. Não se esqueça de levar o seu cartão do SUS, pois ele é necessário para o cadastro e acompanhamento.
2. CAPS
Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) também integram a rede do SUS e são voltados para o atendimento de pessoas em sofrimento psíquico ou com transtornos mentais. O acesso pode ocorrer por encaminhamento da UBS ou, em muitos casos, diretamente na unidade da sua região. Os CAPS oferecem acompanhamento multiprofissional e são uma importante porta de entrada para o cuidado contínuo em saúde mental.
Além dos serviços públicos, existem outras alternativas que podem facilitar o acesso à psicoterapia gratuita ou a preços reduzidos.
3. Clínicas-escola de universidades
Muitas universidades que oferecem o curso de Psicologia mantém clínicas-escola abertas à comunidade.
Nesses espaços, o atendimento é realizado por estudantes supervisionados por professores e profissionais experientes, garantindo qualidade e sigilo. Em geral, as sessões são gratuitas ou têm valores simbólicos, o que as torna uma opção acessível para quem busca acompanhamento psicológico.
Independentemente da opção escolhida, o mais importante é saber que buscar ajuda é um passo fundamental no cuidado com a saúde mental e que existem caminhos possíveis, mesmo quando os recursos financeiros são limitados.
Os melhores livros de desenvolvimento pessoal
O hábito de leitura tem relação comprovada com uma melhor qualidade de saúde mental. Além de estimular a concentração e o autoconhecimento, ler pode ajudar a organizar pensamentos, reduzir o estresse e ampliar a compreensão sobre emoções, comportamentos e desafios do dia a dia.
Confira a lista dos melhores livros de desenvolvimento pessoal:
1.Por que lembramos? Como a memória constrói quem somos, como agimos e para onde vamos

O livro mostra que a memória vai muito além de registrar o passado: ela influencia diretamente quem somos e quem podemos nos tornar.
Ao longo da obra, o neurocientista Charan Ranganath explica, de forma acessível e envolvente, como nossas lembranças moldam escolhas, relações e identidade, revelando o papel central da memória na construção da experiência humana.
2. Imunidade Ao Burnout

Nesta obra, a Dra. Kandi Wiens apresenta os principais aprendizados de suas pesquisas sobre Inteligência Emocional e como essa habilidade impacta a forma como lidamos com emoções no dia a dia.
Ao longo do livro, a autora demonstra como o desenvolvimento da Inteligência Emocional pode ajudar a manter o bem-estar e o equilíbrio mesmo em ambientes de trabalho altamente estressantes, oferecendo reflexões e caminhos práticos para enfrentar desafios profissionais com mais consciência emocional.
3. Intoxicação Digital

O uso excessivo de celulares e redes sociais tem provocado impactos significativos na saúde mental, muitas vezes comparáveis aos efeitos da dependência química.
Assim, em Intoxicação Digital, Augusto Cury analisa esse cenário e apresenta reflexões e ferramentas práticas para reduzir os danos do consumo digital excessivo e recuperar atenção, equilíbrio e bem-estar.
4. Desacelera – Organizando a vida com humanidade e leveza

O livro reflete sobre a necessidade de desacelerar em um mundo frenético. A autora explora os impactos do cansaço e da auto-otimização, propondo uma Organização Centrada no Humano que valoriza o essencial e promove equilíbrio e bem-estar.
E, então, gostou de aprender mais sobre o que é, quais os tipos e os principais benefícios da terapia? Aproveite e confira nossos 15 livros para ansiedade!


