Composta por pessoas que nasceram entre a década de 1990 e início dos anos 2000, a Geração Z tem grande presença no mercado de trabalho atualmente. Em 2019, segundo o estudo realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), ela representa 32% da população mundial, um indicativo do impacto que essa geração teria no mercado de trabalho. A entrada desses jovens no ambiente corporativo tem imposto novos desafios e exigido adaptações na gestão de pessoas. As empresas precisam revisar práticas e modelos de trabalho, já que estes novos profissionais trazem consigo valores, características e prioridades das gerações anteriores. Além disso, vale salientar que, por terem nascidos totalmente conectados, esses jovens tendem a buscar ambientes que valorizem tecnologia, inovação e rapidez na resolução de problemas. Ao longo desse artigo, vamos entender mais como funciona a Geração Z no mercado de trabalho, suas características, expectativas e como as empresas podem se adaptar para criar ambientes mais alinhados com esse novo perfil profissional.
Como é a Geração Z no mercado de trabalho?
A presença da Geração Z no trabalho está redefinindo padrões de trabalho e trazendo consigo uma nova perspectiva única e dinâmica. Por terem crescido totalmente conectados, esses jovens buscam empresas que valorizem tecnologia, inovação e agilidade. Gostam de autonomia e preferem trabalhar de forma flexível, com liberdade para encontrar seus próprios métodos de execução. Entre as suas preferências estão a flexibilidade, comunicação transparente, ambientes inclusivos e oportunidades reais de desenvolvimento. Esses fatores impulsionam modelos de gestão mais colaborativos e menos hierárquicos. Para a área de gestão de pessoas, essa geração pode representar desafios, especialmente porque coloca saúde mental no trabalho e bem-estar como pilares fundamentais da experiência corporativa. Eles não estão dispostos a permanecer em ambientes que não valorizem sua individualidade ou que negligenciam práticas de cuidado. Entre algumas queixas comuns de lideranças está a suposta “insubordinação”. No entanto, essa característica pode ser vista sob outra perspectiva: a Geração Z é criativa, questionadora e tende a se engajar mais quando se sente ouvida e reconhecida como parte fundamental da equipe.
Quais são as principais dificuldades dos jovens dessa geração?
Marcados pela hiper conexão digital, pela instabilidade econômica e pela intensa exposição as redes sociais, os jovens da Geração Z chegam ao mercado de trabalho carregando altos níveis de ansiedade e um forte sentimento de incerteza. De acordo com um levantamento global chamado Gen Z and Millennial Survey, 46% dos jovens se sentem ansiosos ou estressados no trabalho com frequência, sendo muito exaustos ou distantes mentalmente do emprego. Outro ponto, sinalizado por economistas, é que grande parte dessa população enfrenta o desemprego ou a ocupação informal como primeira experiência profissional. Este cenário pode aumentar as inseguranças e fragilidades com a possibilidade de estabilidade.
Como as empresas estão lidando com a chegada da Geração Z?
A inserção da geração Z no mercado tem provocado reflexões importantes dentro das organizações. Como já citado anteriormente, essa população veio para trazer mudanças aos métodos e práticas tradicionais. Em entrevista ao Metrópoles, especialistas alertaram que o cenário brasileiro é semelhante ao dos Estados Unidos: muitas organizações ainda têm um longo caminho a percorrer para se conectar de forma consistente com a geração Z e conseguir engajá-la nos objetivos do negócio. Quando as empresas optam por se adaptar a essa população, a mudança vai muito além de oferecer benefícios atraentes. É necessário construir um ambiente que reflita os valores e expectativas desses jovens, o que inclui repensar modelos de trabalho, revisar canais de comunicação e até mesmo transformar a forma de liderar equipes. Organizações que se ajustarem rapidamente não apenas atrairão novos talentos, como também fortalecerão culturas mais resilientes, inovadoras e alinhadas às transformações do futuro do trabalho.
Como liderar a Geração Z no trabalho?
Liderar a Geração Z é um convite para atualizar práticas e fortalecer conexões. Essa liderança não exige ruptura, mas uma evolução na forma de comunicar, orientar e apoiar o time com propósito e transparência. Essa geração valoriza escuta ativa, ambientes seguros para expressar ideias e líderes que respeitam as diferenças. Também espera compreender o propósito por trás das decisões, ter autonomia para agir e contar com apoio constante, especialmente em um cenário profissional que muda rapidamente. Nas equipes atuais, diferentes gerações convivem lado a lado, e isso exige sensibilidade da liderança. Guiar profissionais mais jovens envolve entender como cada grupo enxerga o trabalho, incentivar trocas genuínas e permitir que experiências distintas se complementem no dia a dia. Embora existam desafios, a diversidade de idades, perspectivas e trajetórias pode se transformar em uma poderosa alavanca de inovação, aprendizado e resultados para qualquer equipe.
Ver essa foto no InstagramUma publicação compartilhada por Grupo GEN | Editora Atlas (@gen_negociosegestao)
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